Se não fosse jornalista, seria contadora de histórias. Como é mais ou menos a mesma coisa, decidiu que faria da redacção a sua segunda casa. Depois de uma passagem pela secção de Ciência do Público em 2017, onde aprendeu que ser séria não é ser sisuda, aventurou-se pelo jornalismo de lifestyle com a extinta revista Epicur. Pouco depois, mudou-se de malas e bagagens para a Time Out. Já lá vão cinco anos e ainda há tanto por contar. Se depender dela, nenhuma família ficará sem saber o que há para fazer e ver na cidade. É verdade, também se pela por um bom livro e faz questão de partilhar as novidades e os melhores sítios para abastecer a estante. E, se o dia não estiver simpático, das duas uma: ou à mesa ou na sala de espectáculos, fica o encontro marcado. Na Internet, podem encontrá-la aqui.

Se a quiser importunar ou tiver segredos para partilhar, é enviar e-mail ([email protected]). 

Raquel Dias da Silva

Raquel Dias da Silva

Jornalista, Time Out Lisboa

Follow Raquel Dias da Silva:

Articles (465)

Os melhores livros de terror para quem não tem medo do escuro

Os melhores livros de terror para quem não tem medo do escuro

Há cinema de terror, claro, mas também há livros de terror, mais ou menos obscuros. Afinal, um bom susto não precisa necessariamente de imagens em movimento nem de bandas sonoras tenebrosas. Razão por que fomos à procura das melhores obras do género, mas também de novidades de autores emergentes. Encontrámos mais de duas mãos cheias de sugestões, desde um romance histórico a uma antologia de banda desenhada, sem esquecer os mais jovens, sempre com o terror como pano de fundo. Recomendamos a companhia de uma luz de presença e de um cobertor, capaz de o proteger dos monstros debaixo da cama. Ao todo, são 16 livros de terror para despertar o espírito de Halloween, onde e quando quiser. Recomendado: Dez séries de terror disponíveis nos serviços de streaming
Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)

Os fins-de-semana em família são sempre valiosos, ainda mais agora que as férias grandes já lá vão. O tempo começa a esfriar, mas nada que nos tire a vontade de andar no laréu – e prometemos que também há boas opções indoor. Aqui, as propostas para calorentos e friorentos têm uma coisa em comum: prometem gastar as pilhas dos mais novos até ser hora de ir para a cama. Entre exposições, oficinas e espectáculos, não faltam ideias de coisas para fazer com os miúdos este sábado e domingo. Se quiser mais, tome lá as melhores coisas para fazer em Lisboa com crianças. Recomendado: Os melhores museus para crianças em Lisboa
Novos livros para crianças e jovens

Novos livros para crianças e jovens

Livros nunca são demais e a melhor altura para lhes apanhar o gosto é logo desde pequeninos. A verdade é que os miúdos nem precisam de saber ler para se começarem a maravilhar com as páginas ilustradas e as histórias onde nunca falta uma bela lição. Em prosa curta ou em verso, sem nunca dispensar a ilustração aprimorada e cheia de bons esconderijos, estas obras prometem fazê-los abrir a boca de espanto. Uns foram lançados há pouco tempo, outros estão prestes a sair, mas são todos livros infantis e juvenis fresquinhos (da fornada de 2026) que convencem até os adultos. Recomendado: Coisas para fazer em família este fim-de-semana em Lisboa (e arredores)
As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

As melhores coisas para fazer com crianças este mês em Lisboa (e arredores)

O Outono já chegou e a chuva ameaça, mas não se preocupe, que a agenda continua ao rubro e o que não falta em Lisboa são coisas para fazer com crianças. Para aproveitar os tempos livres da melhor maneira, reunimos um generoso rol de sugestões, desde espectáculos de teatro e concertos até oficinas criativas, workshops para gulosos e gulosas, exposições mais ou menos interactivas e, claro, actividades dentro de portas. Junte a família e comece a planear tudo o que pode fazer em Lisboa (e arredores) em Outubro de 2026. Recomendado: Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães
As melhores peças de teatro e dança em Lisboa para ver em Outubro

As melhores peças de teatro e dança em Lisboa para ver em Outubro

Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro e dança a não perder em Outubro. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo! Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana
Alkantara Festival: os espectáculos a não perder

Alkantara Festival: os espectáculos a não perder

Nasceu como Danças na Cidade em 1993, mas mais de 30 anos depois muito mudou. Desde 2006 que se chama Alkantara Festival, e tem-se consagrado como um espaço de encontro entre dança, teatro e performance internacional, onde se pensam e debatem as urgências do mundo contemporâneo. Este ano, o festival ocupa várias salas de Lisboa – da Culturgest às Carpintarias de São Lázaro, passando pelo renovado CAM e pelo TBA – com criações que abordam temas como a liberdade da geração pós-genocídio tutsi, os corpos não normativos, os movimentos migratórios e a diáspora africana. Dos 14 espectáculos programados, escolhemos sete a não perder. São os destaques desta edição.    Recomendado: As melhores peças de teatro em Lisboa para ver este mês 
As melhores peças para ver no Festival de Almada

As melhores peças para ver no Festival de Almada

Duas dezenas de produções, o popular ciclo de música ao ar livre e actividades complementares. É esta a promessa da 39.ª edição do Festival de Almada. Além de estar de volta ao concelho que lhe dá nome e à cidade de Lisboa nas datas habituais, de 4 a 18 de Julho, a iniciativa retoma, por um lado, a preponderância internacional e, por outro, a sua predilecção pelos espaços ao ar livre, com música e colóquios na esplanada. Quanto aos espectáculos, destacamos seis a não perder. Recomendado: As peças de teatro a não perder esta semana
As melhores lojas para crianças em Lisboa

As melhores lojas para crianças em Lisboa

Entrar em lojas dedicadas aos mais novos é um mimo para os miúdos e um encanto para os pais. Quem resiste a um vestido cheio de folhos, a um triciclo de madeira vintage ou àquele papel de parede de estrelas a combinar com as cortinas? Fomos à procura das melhores lojas para crianças em Lisboa e encontrámos a fina flor da moda infantil, da decoração e dos brinquedos na cidade (deixámos de fora as livrarias, porque isso é todo um outro nível de perdição). Para convidar à visita, algumas têm até cantinhos de brincadeiras para os adultos poderem tratar dos negócios à vontade. Vamos às compras? Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa com crianças
Leve as crianças a ver estas peças de teatro para toda a família

Leve as crianças a ver estas peças de teatro para toda a família

Há muitas coisas para fazer com os miúdos em Lisboa este mês. Incluindo ir ao teatro. Além de os ensinar a estar atentos e a tirar as suas próprias conclusões, e de lhes apresentar histórias novas, ajuda-os a sossegar (bem sabemos como é difícil convencê-los a estar quietos). Desde a adaptação de clássicos até aventuras novinhas em folha, estas são grandes ideias para gente pequena e decorrem em vários cenários espalhados pela cidade e arredores. Aproveite para tirar os gaiatos de casa antes que estas peças de teatro para toda a família saiam de cena. Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família
Actividades para seniores em Lisboa

Actividades para seniores em Lisboa

Aulas de graffiti para os mais velhos, uma plataforma que arranja trabalho para desempregados com mais de 55 anos, uma universidade com 110 disciplinas ou avozinhas que viram designers ou que lhe fazem
o jantar para o resto da semana. A propósito do Dia Internacional do Idoso, celebrado a 1 de Outubro, reunimos projectos, espaços e casos que ajudam a rejuvenescer a cidade. Como uma filha que, após a reforma do pai, criou um projecto para promover uma vida activa na terceira idade. Já não era sem tempo. São as melhores actividades para seniores em Lisboa. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Livros: novidades a não perder em 2026

Livros: novidades a não perder em 2026

A rentrée não começa verdadeiramente sem as novidades literárias do segundo semestre. Passámos tudo em revista e escolhemos 26 livros. Fresquinhos ou ainda em pré-venda, de autores consagrados e estreantes, de ficção e não-ficção, nos mais variados géneros, em prosa, verso ou banda desenhada, editados pelos grupos Porto Editora/Bertrand, Penguin e Leya, ou por editoras independentes como a Crosta, a Antígona, a Relógio d’Água e a Kiala, estas são as leituras que temos planeadas para os próximos meses. Lembre-se: ler pede calma e dedicação, mas é uma das melhores formas de viajar sem sair do sítio. Recomendado: Sabe o que são alfarrabistas modernos? Fomos conhecê-los
As melhores lojas de brinquedos em Lisboa

As melhores lojas de brinquedos em Lisboa

De cavalinhos de madeira a jogos tecnológicos, as lojas de brinquedos em Lisboa têm tudo o que é preciso para entreter os miúdos, dar um presente surpreendente ou encantar pais com síndrome de Peter Pan. O que é o mesmo que dizer que as crianças não vão precisar de suplicar “vá lá, vá lá”, porque os crescidos também ficam rendidos. Se quer fugir das grandes superfícies e comprar um brinquedo verdadeiramente original, tem de conhecer estas lojas, autênticos mundos encantados para crianças, onde não faltam marcas portuguesas e livros que não são só para ler (são para brincar, desafiar, desdobrar e interagir) ou para adormecer (são para despertar a mente para coisas novas, excitar os olhos com cores, acordar o cérebro com exercícios divertidos e marcá-lo com histórias inesquecíveis). Recomendado: Quintas pedagógicas: leve-os ao campo sem sair da cidade

Listings and reviews (281)

A Cave do Markl

A Cave do Markl

A espera chegou ao fim para os apreciadores da cultura pop e curiosos de colecções inesperadas. A Cave do Markl, o espaço que acolhe o vasto acervo de memórias, figuras de acção e objectos inusitados de Nuno Markl, está de portas abertas no Cine-Teatro Turim, em Benfica. Fruto de uma parceria com a Junta de Freguesia de Benfica, a iniciativa surge da necessidade do humorista em reorganizar a casa e libertar espaço para circular em cadeira de rodas, após o AVC que sofreu em Março. Em vez de guardar ou desfazer-se do acervo, o radialista propôs criar um espaço público e de acesso gratuito para partilhar as suas “tralhas” com a cidade.
Branca de Neve

Branca de Neve

A escassos dias de celebrar 18 anos, Branca de Neve descobre que a Rainha está furiosa por já não ser considerada a mulher mais bonita do reino. No entanto, a protagonista desta nova produção da Byfurcação Teatro não é uma princesa convencional. Com texto e encenação assinados por Paulo Cintrão, a peça reinventa o clássico conto de fadas através de uma abordagem bem-humorada. Entre um Caçador bailarino, um Anão obcecado por regras, uma maçã envenenada e um rol de peripécias, a heroína percebe que a verdadeira beleza não se mede ao espelho, mas naquilo que cada um guarda dentro. O espectáculo combina momentos de comédia, canções originais e coreografias, prometendo entreter tanto os mais novos como os adultos. Em cena de 4 de Outubro a 20 de Dezembro, domingos às 11.00, na Boutique da Cultura. Os bilhetes têm o valor único de 10€.
Aniversário da It's a Book

Aniversário da It's a Book

A livraria e espaço cultural It’s a Book, especializada em ilustração e literatura infanto-juvenil, está prestes a assinalar dez anos de vida. Para celebrar a data, o espaço organiza uma grande festa de rua no sábado, 10 de Outubro, entre as 14.00 e as 20.00. Durante toda a tarde, a Rua Forno do Tijolo estará cortada ao trânsito e reservada em exclusivo para os festejos. O programa inclui música para dançar, um lanche partilhado e uma oficina aberta a todas as idades, dinamizada pelo colectivo lavandaria, que decorrerá entre as 15.00 e as 19.00. O aniversário contará ainda com a presença confirmada de vários autores e ilustradores bem conhecidos do público, como Maria Remédio, Mago Studio, Inês Machado, Inês Viegas Oliveira e Yara Kono. A entrada é livre.
FLIFA - Festa do Livro Independente da Freguesia de Arroios

FLIFA - Festa do Livro Independente da Freguesia de Arroios

De sexta-feira a domingo, a FLIFA – Festa do Livro Independente da Freguesia de Arroios toma conta do mercado municipal do bairro para aproximar leitores e curiosos de livrarias e editoras independentes, como as livrarias lisboetas Piena, a Greta ou a It's a Book. Vão marcar presença mais de 100 editoras e livrarias. O programa, 100% gratuito, inclui conversas, oficinas (do grafismo à escrita), lançamentos, leituras, momentos para o público infantil, e até uma prova de chá dos Açores.
Print Pause Lisboa

Print Pause Lisboa

Criado pelo Gerador, o Print Pause Lisboa é uma nova feira internacional de publicações independentes e auto-edição nas áreas do jornalismo, das artes e do conhecimento, como a Accidental Interest Books (Alemanha), Azul de Bosillo (Colômbia), Greta (Portugal), Bored Books (Polônia), Cielo Santo (Espanha), entre outras. Reúne pessoas que usam o impresso para contar histórias, fazer perguntas e dar forma a ideias que não podem ser apressadas. A primeira edição acontece nos dias 16, 17 e 18 de Outubro, no Goethe-Institut. Além de uma feira, a programação inclui lançamentos, conversas, workshops, exposições e encontros informais em torno da cultura impressa. A entrada é livre, sujeita a inscrição online.
The Tragedy of Hamlet

The Tragedy of Hamlet

Directamente de sessões esgotadas na América do Norte, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, a artista britânica Suzy Eddie Izzard estreia-se em Portugal com a sua aclamada interpretação a solo de The Tragedy of Hamlet. Numa apresentação única falada em inglês e fiel ao texto original de William Shakespeare, a vencedora de um Emmy e nomeada para um Tony encarna sozinha as 23 personagens da tragédia – entre reis, fantasmas, loucos, amantes e poetas –, num palco despido de adereços que coloca todo o foco na força das palavras do bardo. A produção, que já ultrapassou a fasquia das 300 representações em digressão mundial e colheu rasgados elogios da crítica internacional (com o The Chicago Tribune a destacar a interpretação visceral dos célebres monólogos), revisita o drama do Príncipe da Dinamarca sob uma perspectiva contemporânea e minimalista. Em cena a 5 de Outubro, às 20.00, no Tivoli BBVA. O bilhete custa entre 32€ e 54€.
FOLIO – Festival Literário de Óbidos

FOLIO – Festival Literário de Óbidos

A vila medieval de Óbidos volta a transformar-se na capital nacional dos livros e da criação literária com o regresso do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, a decorrer entre 8 e 18 de Outubro. Ao longo de 11 dias, a vila abre 26 espaços com uma programação multidisciplinar dirigida a todas as idades, englobando exposições, oficinas, debates e lançamentos editoriais. O cartaz deste ano conta com 13 presenças internacionais de peso, onde se destacam o Prémio Nobel da Literatura Jon Fosse e dois nomes distinguidos com o prestigiado Prémio Booker: o canadiano Yann Martel e a autora indiana Kiran Desai, que em 2006 se tornou a mais jovem mulher a ser laureada com aquele galardão. A agenda completa de actividades e sessões encontra-se disponível para consulta nos canais oficiais do evento.
5 de Outubro na Assembleia da República

5 de Outubro na Assembleia da República

Para assinalar as comemorações oficiais da Implantação da República, a Assembleia da República volta a abrir as portas do Palácio de São Bento ao público no dia 5 de Outubro. Entre as 14.30 e as 19.00, os visitantes podem percorrer livremente as salas e corredores históricos do parlamento português, com acesso exposições e momentos musicais. A programação completa está disponível para consulta online, e a entrada é gratuita. Para mais informações, basta enviar e-mail ([email protected]).
Contar a floresta

Contar a floresta

Despertar os sentidos para o cheiro da terra húmida, o canto das aves e o restolhar das folhas é o convite central de Contar a Floresta, uma iniciativa que propõe pequenos passeios de exploração com sessões de contos desenhadas à medida das famílias. A ideia é que os participantes caminhem devagar por entre os jogos de luz e sombra da vegetação até descobrirem uma clareira acolhedora onde se sentam para escutar histórias que mudam a cada sessão, acompanhando a evolução das estações do ano. A programação estende-se ao longo de vários meses, com sessões a 13 de Setembro (Dom 10.00), 11 de Outubro (Dom 15.00), 8 de Novembro (Dom 10.00), 20 de Dezembro (Dom 10.00), 31 de Janeiro (Dom 10.00), 28 de Fevereiro (Dom 10.00), 27 de Março (Sáb 10.00) e 23 de Maio (Dom 10.00). A actividade custa 15€ e requer inscrição prévia por e-mail ([email protected]).
Cock

Cock

Depois de ter sido encenado por Daniel Gorjão, o aclamado texto do dramaturgo britânico Mike Bartlett regressa aos palcos numa nova e arrojada produção com a assinatura da Força de Produção. Encenada por Ricardo Neves-Neves, a trama acompanha um homem imerso numa relação estável mas desgastada com o seu namorado. Quando o casal decide fazer uma pausa, o protagonista cruza-se num café com uma mulher por quem se apaixona inesperadamente. A partir desse instante, a sua vida amorosa transforma-se num emaranhado de indecisões e conflitos de identidade que culminam num tenso e hilariante jantar a três. O elenco conta com interpretações de Cristóvão Campos, Gabriela Barros, Romeu Costa e Adriano Luz. Em cena de 12 de Outubro a 10 de Novembro, segunda e terça às 21.00, no Teatro Maria Matos. Os bilhetes custam entre 21€ e 23€.
Happy New Lear

Happy New Lear

Dois dos maiores nomes do teatro nacional encontram-se no palco do Teatro Cinearte para dar vida a uma viagem tragicómica inspirada em Rei Lear, de William Shakespeare. Com texto assinado por Patrícia Portela — que convoca as traduções de Álvaro Cunhal, Millôr Fernandes e Manuel Gomes da Torre — e encenação de Martim Pedroso, a nova produção da companhia A Barraca junta em cena Maria Rueff e Maria do Céu Guerra. A narrativa acompanha um velho aristocrata de outros tempos que vaga perdido numa bomba de gasolina e uma comediante cuja viatura avaria em plena estrada nacional a caminho de um trabalho de Fim de Ano. Em cena de 14 de Outubro a 13 de Dezembro, de quarta a quinta às 19.30, sexta e sábado às 21.30 e domingo às 17.00, no Teatro Cinearte. Os bilhetes custam 22€.
Os Cegos

Os Cegos

A estrutura Primeiros Sintomas regressa aos textos fundamentais do teatro europeu com uma das obras mais inquietantes do dramaturgo belga Maurice Maeterlinck. Com tradução e encenação de Bruno Bravo, a peça coloca em cena um grupo de cegos que aguarda inutilmente num bosque escuro de uma ilha o regresso do padre que os guiava de volta ao asilo, ignorando que o próprio guia jaz sem vida ao seu lado, caído sobre um tronco de carvalho. Num espaço cénico dominado pela incerteza e pelo mistério da existência, o universo dos protagonistas reduz-se a uma densa paisagem sonora, onde ressoam o sopro do vento nas árvores, o murmúrio distante do mar e o alvoroço dos pássaros. Em cena de 15 a 30 de Outubro, quarta a sábado às 21.30 e domingo às 18.00, no CAL – Centro de de Artes de Lisboa. O bilhete custa 12€.

News (3095)

‘Ser Diferente É Normal’: livro de Rui Malvarez inspira grande musical infantil no Tivoli BBVA

‘Ser Diferente É Normal’: livro de Rui Malvarez inspira grande musical infantil no Tivoli BBVA

Uma girafa de pescoço curto, um elefante sem tromba, uma toupeira com asas, um hipopótamo magérrimo, um pelicano sem patas, um crocodilo desdentado, um urso de pêlo comprido e um leão sem juba. Incapazes de fazer aquilo que seria “normal” para a sua espécie, estes animais sentem-se sozinhos e deslocados. Até que uma tempestade os reúne numa gruta e os obriga a confrontar os seus medos, frustrações e desejos de serem iguais aos outros. É esta a premissa de Ser Diferente É Normal, livro de Rui Malvarez lançado em 2024 pela Cordel D’Prata e reeditado este mês de Outubro pela Contraponto, e que chega ao palco do Tivoli pouco depois, numa adaptação de grande dimensão e em formato de teatro musical. Produzido pela Plano 6, com encenação de Luís Lourenço, o espectáculo estreia a 10 de Outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, e fica em cena até 7 de Novembro. “Não acredito que uma peça de teatro mude o mundo sozinha. Mas pode iniciar uma conversa no caminho para casa, reforçar aquilo que é ensinado em família ou na escola, despertar uma pergunta ou fazer uma criança olhar de maneira diferente para alguém”, diz-nos Rui Malvarez, que fez nascer o seu bando de animais atípicos numa noite como outra qualquer. “Os meus filhos estão sempre a pedir-me histórias novas, então criámos uma rubrica que é ‘As histórias inventadas do papá’”, revela, entre risos. “Lembro-me de ter pensado como a Luisinha de vez em quando olhava para alguém com um tom de pele diferente e comentava, mas também como, num
‘Herbário’: Capicua regressa aos livros com um passeio poético pelo jardim

‘Herbário’: Capicua regressa aos livros com um passeio poético pelo jardim

Quem acompanha o trabalho de Capicua para a infância sabe que a porta de entrada é sempre a mesma: o ar livre. Foi assim quando criou a banda Mão Verde, quando deu vida a uma flor no seu livro de estreia, Cor-de-margarida, ou ao colocar um caracol a braços com a crise da habitação, em Como é que um caracol foge de casa?. Agora, em Herbário – Um passeio poético pelo jardim, a rapper e escritora do Porto volta focar a sua lupa no mundo natural, convidando grandes e pequenos a olharem para os jardins com atenção redobrada. Com ilustrações de Carolina Maria e consultoria científica da especialista em botânica Teresa Matos Fernandes, Capicua reúne 30 árvores e plantas – do abacateiro à urtiga, da buganvília ao rododendro – para falar de amizade, do espanto, do desejo e de tantos outros temas universais. “Neste momento, vou mudar de casa e tenho a horta em stand-by, mas nos últimos anos, ter uma horta tem sido dos meus hobbies favoritos”, confessa a autora, que cresceu numa família “que gosta muito de árvores, e de botânica no geral”. O fascínio vem de longe: “Como passei todas as férias da minha infância e adolescência na mesma casa de campo, que é da minha família, sempre cultivei o interesse pelas ervas, plantas, flores e árvores. É um interesse que vem de miúda, de uma forma completamente amadora, ao contrário da minha irmã, que é arquitecta paisagista e fez disso profissão. No meu caso, o entusiasmo revela-se sobretudo no trabalho para a infância, na literatura e na música.”
Até ao infinito e mais além. Esta experiência imersiva leva-nos ao Espaço

Até ao infinito e mais além. Esta experiência imersiva leva-nos ao Espaço

O universo está prestes a ficar ao alcance de todos. A partir desta quinta-feira, 17 de Setembro, Lisboa transforma-se numa porta de entrada para o cosmos com a chegada de “Smithsonian Viagem Pelo Cosmos: Uma Experiência”. É a terceira experiência imersiva, com recurso a realidade virtual, a ocupar a sala subterrânea da Estação de Metro do Terreiro do Paço. Depois de uma viagem no tempo até ao Antigo Egipto e de subirmos até ao Machu Picchu, no alto da Cordilheira dos Andes, somos convidados a ir mais longe, mais alto e, literalmente, para fora deste mundo. Desenvolvida em colaboração com o prestigiado Smithsonian Astrophysical Observatory (SAO), esta produção combina tecnologia de realidade virtual com dados astronómicos reais recolhidos ao longo de décadas. Fundado em 1890, o SAO integra actualmente o Center for Astrophysics, um dos principais centros mundiais de investigação em astrofísica. A premissa é ambiciosa: aproximar o público de fenómenos que, pela sua escala e distância, parecem impossíveis de experimentar em primeira mão.  A ideia é que, em apenas 40 minutos, experienciemos uma jornada que atravessa o ciclo de vida das estrelas, a formação das galáxias, o funcionamento do Sistema Solar e alguns dos fenómenos mais extremos do universo, até chegar aos misteriosos e insondáveis buracos negros. Mas não se trata apenas de observar. Pela primeira vez, os visitantes podem também interagir directamente com aquilo que os rodeia, explorando objectos, manipulando elementos
No Yokocho de Tiago Penão, a estrela é o ramen feito de raiz, dos caldos à massa

No Yokocho de Tiago Penão, a estrela é o ramen feito de raiz, dos caldos à massa

O ramen, um dos maiores símbolos gastronómicos do Japão, tem as suas raízes no lamian chinês, um prato de noodles servido num caldo simples de carne, que ficou inicialmente conhecido como shina soba. Após a sua introdução por imigrantes chineses no século XIX, os cozinheiros japoneses não só reinventaram a receita, como a elevaram – dizemos nós e subscreve qualquer pessoa que já tenha provado um ramen a sério. Falamos de caldos profundos e complexos, como o tonkotsu à base de ossos de porco, e de uma grande variedade de acompanhamentos que transformaram a sopa de rua num fenómeno cultural à escala global. É em homenagem a esta rica tradição que o chef Tiago Penão se prepara para abrir o Yokocho, uma ramen-ya na Praça das Flores, que se quer autêntica e, portanto, purista, ao serviço de caldos límpidos e massa feita na casa. A ideia, faz questão de reforçar, é contrariar uma certa “democratização de ramen que não é ramen”; e, acima de tudo, honrar a gastronomia japonesa. “Quando vou a um vegetariano, não vou à espera que me sirvam um bitoque”, diz, provocador, antes de explicar que “o verdadeiro ramen leva sempre proteína animal”. “No Japão, [os restaurantes de ramen] são ramen-ya, que significa literalmente loja de ramen”, acrescenta o chef, que acredita que, apesar da oferta ser imensa, há muito ramen por aí que não é ramen. Entre as “raríssimas excepções”, está a Ramen House Aska, no Cais do Sodré. “Gosto imenso da Asuka”. Apesar de também servir uma alternativa vegana – à
D. Maria II volta a casa mas com o país dentro (e muitas mulheres)

D. Maria II volta a casa mas com o país dentro (e muitas mulheres)

O Teatro Nacional D. Maria II está encerrado para obras estruturais desde Janeiro de 2023. O projecto de intervenção envolveu o restauro, manutenção e renovação de várias zonas do edifício, com destaque para a antiga sala de cenografia, que agora abriga os escritórios e um jardim de Inverno. Esta quarta-feira, 24 de Junho, Rui Catarino, presidente do Concelho de Administração, e Pedro Penim, director artístico, abriram as portas para uma visita aos bastidores, que antecipa a reabertura em Setembro, depois dos já anunciados “ensaios de Verão”. “Estamos entre o que está a terminar e o que começa; entre um longo período em que tivemos serviço público de cultura sem o conforto deste edifício e o regresso, em Setembro, a este monumento nacional renovado; a memória de uma casa com 180 anos e a responsabilidade de a preparar para muitas décadas mais”, afirmou Rui Catarino, que destacou a importância de pensar o papel da instituição para a democracia e a sociedade – “uma sociedade de unidades livres, justas e sustentáveis”. “Um teatro nacional sem o seu edifício não deixa de ser teatro, mas deixa de poder confundir a sua missão com a sua morada. Isso transformou-nos.” Além da limpeza das fachadas, as cantarias foram recuperadas e foi instalada iluminação monumental com tecnologia LED no exterior do edifício. Já a zona de átrio, foi também reformulada para facilitar a entrada no edifício, com a bilheteira e a livraria num espaço único, também renovado – a livraria, por exemplo, tem ag
A Gleba já não é só uma padaria. Marca reforça aposta na cafetaria

A Gleba já não é só uma padaria. Marca reforça aposta na cafetaria

Estávamos em 2016 quando Lisboa viu nascer a Gleba, uma pequena padaria de fermentação natural em Alcântara. Passados dez anos e facturação de milhões, Diogo Amorim quer transformar os espaços da marca em locais de permanência onde o pão artesanal sirva de base a uma oferta pensada para todas as horas. “A mais recente etapa desta expansão acontece na loja do Estoril, que passa agora a integrar serviço de cafetaria”, lê-se em comunicado. Actualmente, a Gleba conta com cafetaria nas lojas do Estoril, de Cascais, Restelo, Parede, Almada, Telheiras, Príncipe Real, Saldanha, Parque Eduardo VII e Parque das Nações. Para acompanhar esta evolução, há também novos menus: o Menu Pequeno-Almoço (4,95€), o Menu Brunch (12,95€), o Menu Sanduíche (9,95€) e o Menu Bebida & Bolo (3,95€). Já entre as novidades na carta, destacam-se duas novas sanduíches: uma de pastrami, desenvolvida em parceria com o Kau BBQ, e uma receita renovada de BLT (bacon, alface e tomate).  “Esta evolução representa mais um passo na ambição da padaria de continuar a crescer sem perder aquilo que sempre a distinguiu: colocar pão de qualidade no centro da alimentação, agora também através de uma experiência de cafetaria cada vez mais completa”, lê-se na nota da Gleba, que também reforçou a oferta de café de especialidade, com uma selecção de grãos de origem torrados pelo RoastBerry Coffe Lab. As últimas de Comer & Beber na Time Out No Verão, aproveite os dias longos ao ar livre com as melhores esplanadas e os melhores
No 24 Club, a ideia é conquistar (a correr) todas as freguesias de Lisboa

No 24 Club, a ideia é conquistar (a correr) todas as freguesias de Lisboa

Bruno Claro, fundador do projecto Correr Lisboa, organiza treinos gratuitos em vários pontos de Lisboa há mais de dez anos. Agora, quer incentivar-nos a percorrer todas as 24 freguesias da cidade. Para isso, criou o 24 Club, um desafio de corrida gratuito, que inclui um ranking e oferta de descontos à medida que vamos conquistando zonas. “Não é uma corrida de um dia, nem existe um percurso único. Cada pessoa escolhe quando, onde e com quem”, esclarece Bruno, que está empenhado, sobretudo, em “usar o desporto para aproximar pessoas e fazê-las viver a cidade de outra forma”. A ideia, revela-nos, nasceu de uma constatação muito simples depois de mais de uma década a correr por Lisboa: quem corre costuma fazê-lo quase sempre nos mesmos locais. Para participar, basta criar uma conta gratuita e registar as corridas manualmente, exportando um ficheiro GPX, ou associar a aplicação Garmin Connect, que faz o registo de forma automática, contabilizando os dados fornecidos pelo GPS, que são necessários para validar cada conquista. Quanto aos percursos, nada tema, que são sempre privados. Servem apenas para validar o progresso. Actualmente, Vítor Tavares Marques é o único corredor que já conquistou as 24 freguesias de Lisboa. O próprio Bruno ainda não conseguiu a proeza: faltam-lhe oito. “O objectivo a longo prazo é, no entanto, bastante maior do que completar 24 freguesias”, assegura. “Queremos criar razões para alguém ir correr a uma freguesia onde nunca esteve, descobrir um jardim, uma
Festival Política, de volta em Setembro, muda-se para São Vicente

Festival Política, de volta em Setembro, muda-se para São Vicente

O Festival Política, evento dedicado aos direitos humanos e à cidadania em Portugal, regressa a Lisboa entre os dias 24 e 25 de Setembro. Este ano, depois de perdido o apoio prévio da Câmara Municipal, muda-se o recinto do Cinema São Jorge para os equipamentos da Junta de Freguesia de São Vicente, com quem a organização firmou uma parceria para esta 10.ª edição, que nasce em co-produção também com a Associação Isonomia e ocupará não um, mas vários espaços. A programação, essa, será toda de entrada gratuita e foi construída em torno dos 50 anos da aprovação da primeira Constituição da República Portuguesa. Na agenda, o destaque vai desde logo para a intervenção política dos cidadãos, com uma oficina-debate no primeiro dia, 24 de Setembro às 17.00, para “Mapeamento Coletivo do Bairro Azul”, que dará voz a narrativas de moradores desse bairro de São Vicente. No dia seguinte, 25 de Setembro às 18.00, promove-se “Mapa da Cidade”, oficina de cartografia da freguesia de São Vicente com António Brito Guterres e Emma Andretti. Segue-se, a 26 de Setembro, pelas 16.00, uma apresentação e discussão colectiva aberta ao público a partir do resultado dessas duas actividades. Ainda no dia 26, mas de manhã, às 11.00, estão previstas duas oficinas: uma fará uso d’A Constituição em Cartas, um baralho ilustrado sobre direitos, liberdade e imaginação, pensada para crianças a partir dos seis anos e suas famílias; e outra dedicada à expressão verbal e corporal através de jogos teatrais e de improv
A carne perfeita no pão perfeito: Mr. Bifana abre no Time Out Market de Nova Iorque

A carne perfeita no pão perfeito: Mr. Bifana abre no Time Out Market de Nova Iorque

A bifana portuguesa acaba de conquistar um lugar cativo na cidade que nunca dorme. Após o sucesso estrondoso na Portugal House durante o Mundial de Futebol, com milhares a fazerem fila só para comer “A febra perfeita no pão perfeito”, o Mr. Bifana tem agora o seu próprio espaço no Time Out Market de Nova Iorque. “Esta história dava cinco ou seis minutos de podcast”, avisa-nos Fernando Vaz ao telefone, directamente de Brooklyn, onde tem estado ocupado a ser embaixador da sandes mais famosa de Portugal. “Gotch-ya”, ouvimo-lo dizer do outro lado. Pouco tempo depois, volta a dedicar-nos a sua atenção. São mais 20 minutos do que o prometido para nos contar a sua aventura nos Estados Unidos. Vaz estava no Bahrein, com a TAP, quando a pandemia acabou com a sua carreira na aviação. Seria o princípio de um novo projecto de vida, mas ainda não sabia. Por isso, recua uns anos na história, para quando teve oportunidade de fazer um intercâmbio na Nova Zelândia, durante a sua licenciatura em Gestão na Universidade Nova de Lisboa. “Foi o meu primeiro ‘abre-olhos’. Depois do curso, comecei a trabalhar num quiosque na Avenida da Liberdade para poupar dinheiro para uma viagem pelo mundo, que fiz com dois amigos. Durou oito meses, com cerca de dez dólares por dia, sempre a acampar e à boleia, a dormir em casa de outras pessoas. Quando chegou ao fim, resolvi tirar uma licença de aviação, para ser piloto”, recorda. O sonho não se cumpriu, já sabemos, mas, habituado a desenrascar-se além-fronteira
Neste novo sports bar, pode jogar golfe em menos de 60 minutos

Neste novo sports bar, pode jogar golfe em menos de 60 minutos

E se lhe desse vontade de jogar golfe a meio do dia? Sempre quis experimentar mas sente-se intimidado pela etiqueta de campo? O Downtown Golf, que abriu recentemente no Areeiro, pode muito bem ser a solução. Além de um sports bar, tem sete simuladores da TrackMan, que permitem rastrear com extrema precisão o movimento do taco e o voo da bola, entre outras métricas que ficam associadas à sua conta e podem ser consultadas em qualquer lugar. A ideia é ter acesso a dados reais sobre a sua prática, que o possam ajudar a evoluir. Mas se quiser só ir jogar com a família e os amigos também pode. “Hoje em dia, uma pessoa que queira jogar 18 buracos num campo qualquer tem de contar, na melhor das hipóteses, com 20 minutos para ir e 20 minutos para voltar. Depois ainda tem de alocar quatro a cinco horas para estar a jogar. Aqui, estando no centro de Lisboa, se calhar a deslocação são só cinco minutos, e para jogar 18 buracos sozinho é preciso 40 a 45 minutos, no máximo 60”, diz-nos o sócio Martim Spratley, que se confessa mais entusiasmado com a vertente de sports bar. “Podemos convidar um amigo ou outro, vir cá ao final do dia, fazer 18 buracos ou ficar a conviver, a ver desporto nas televisões.” Não é o primeiro espaço a oferecer golfe indoor em Portugal – a FitGolfe, em Odivelas, também conta com uma sala com simulador TrackMan –, mas diz quem percebe da coisa que é provavelmente a primeira com estas condições. São 630 metros quadrados, diz-nos o responsável comercial Gonçalo Lobo Na
Hinô Brunch: não é na Ásia, é em Belém (e tem pratos para todas as horas)

Hinô Brunch: não é na Ásia, é em Belém (e tem pratos para todas as horas)

Quando chegamos, já não há lugares no interior. Cá fora, a esplanada também está cheia. Assim que vaga uma, sentamo-nos. Ying Cui, a proprietária, serve às mesas e pede desculpa por não conseguir sentar-se um pouco a conversar. A partir das quatro da tarde, é difícil parar. Desde que abriu portas no início deste ano que o Hinô não tem passado despercebido. A carta inclui doces e salgados, tudo de inspiração asiática. O best-seller são as panquecas japonesas. Muito fofas e altas, estão disponíveis em quatro versões e dão a sensação de estar a comer nuvens. “Sou originalmente de Pequim, na China. Vivi em Macau, Hong Kong e na América Latina e viajei bastante antes de me mudar para Lisboa há mais de três anos”, partilha Ying por mensagem, já no final do dia. Diz que se apaixonou pela história e pela luz, mas queria criar um espaço “mais calmo e acolhedor, um lugar onde as pessoas quisessem abrandar”. No fundo, um oásis no meio da azáfama de Belém. “Senti que havia espaço para um café asiático que não entrasse em competição directa com os cafés e pastelarias tradicionais portuguesas, nem com a crescente oferta de brunch ocidental.” Rita ChantreYing Cui, proprietária do Hinô, em Belém No Hinô, as tostas abertas (12,80€-13,80€) são “Hong Kong Style”, com frango, vaca ou atum, e as bebidas de assinatura são excepcionalmente doces. Há desde chás com leite – o mais pedido vem com um ursinho de gelo (5,80€) – até smoothies de fruta e iogurte, como o Verão de Miyazaki (7€), entre mais
Na REŸS, cada gelado é uma viagem pelo mundo

Na REŸS, cada gelado é uma viagem pelo mundo

Estávamos em 2020 quando Jean-Pierre, um professor universitário francês, teve um sonho inusitado: viu-se a servir gelados no topo de Paris. Quando acordou, resolveu viajar para Itália, para aprender a arte do gelado artesanal na Toscânia. Dois anos depois, inaugurou a primeira REŸS, no bairro parisiense do Marais. Em Portugal, a estreia aconteceu no Verão do ano passado, em Campo de Ourique. “Um dos melhores gelados que já tive o prazer de comer”, “combinação de sabores muito singular”, “uma das melhores experiências que já tive em Lisboa”, lê-se pela Internet. Passado um ano, a equipa da Time Out decidiu descobrir a razão para tantas críticas positivas. Não é uma gelataria qualquer. Além de uma esplanada com sombra, tem capacidade para receber mais de duas dezenas de clientes no interior e é “work-friendly”, como se lê à porta, num quadro de ardósia, que também anuncia um menu de degustação. Lá dentro, já há alguém ao computador, enquanto come gelado. Pouco tempo depois, chega uma senhora: “Está cá? Pediu uma ou duas bolas?”, pergunta. “São clientes habituais”, explica-nos a responsável da loja. Chama-se Mitza Mendes, é cabo-verdiana, mas vive em Lisboa há anos e ajudou Jean-Pierre a tratar das burocracias. “Quando nos conhecemos, houve logo um clique. A minha entrevista demorou umas três horas e depois fui para França, com mais duas colegas, para aprender a fazer os gelados.” Rita ChantreREŸS, em Campo de Ourique A abertura em Lisboa demorou o seu tempo – o espaço esteve