Só Uma Ilusão
DR | Só Uma Ilusão

Crítica

Só Uma Ilusão

3/5 estrelas
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A Time Out diz

Olivier Nakache e Éric Toledano assinam esta comédia familiar autobiográfica (é dedicada aos pais de ambos) passada nos subúrbios de Paris, em 1985, no seio da família Dayan, formada pelo pai, Yves, pela mãe, Sandrine, e pelos dois filhos: Arnaud, já adolescente, e Vincent, de 12 anos. A euforia com a chegada ao poder dos socialistas está a desfazer-se, devido à crise económica. O pai perdeu o emprego mas não disse aos filhos, e é a mãe que paga as contas com o seu ordenado de secretária, embora queira progredir profissionalmente. Entretanto, Vincent apaixona-se por uma colega de turma, Anne-Karine, que não lhe liga nada e tem um pai muito severo.

Os excelentes Louis Garrel e Camille Cottin encabeçam o elenco desta comédia familiar e nostálgica que nunca é sentimentalona mas sempre calorosa, empática e sorridente, e está cheia de detalhes de época que dirão muito quer especificamente ao público francês, quer aos espectadores em geral, da roupa e dos carros aos objectos, da música e dos computadores aos programas de televisão e rádio. Depois de grandes sucessos como Amigos Improváveis (2011), O Espírito da Festa (2017) ou Especiais (2019), Nakache e Toledano confirmam, com Só Uma Ilusão, que continuam a saber como se fazem filmes simultaneamente populares e de qualidade, mantendo assim viva uma longa tradição do cinema francês

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